Manaus & Arredores

Rio Solimões

Introdução

Manaus surgiu como uma surpresa na viagem que eu e o Nando fizemos para subir o Monte Roraima (Venezuela). Nós tínhamos que ir para Boa Vista, mas como todos os vôos paravam em Manaus, decidimos ficar uns dias por lá. Assim, passamos o feriado da Semana Santa em Manaus!

Eu estava muito animada! Era louca para conhecer a Amazônia e Manaus parecia ser a porta de entrada perfeita. Além disso, ia rever um grande amigo, o Samuel, que morava por lá (ficamos na casa dele).

Infelizmente, não deu para ver muitas coisas nos nossos 3 dias e meio pela cidade, pois a maioria das atrações levam muito tempo (duram cerca de um dia inteiro ou mais).

 Dicas

Não existem muitas atrações na cidade de Manaus, dando destaque apenas ao belíssimo Teatro Amazonas (vale muito a pena a visita!), a praia fluvial de Ponta Negra (área nobre da cidade e ótima para quem procura agito de manhã ou à noite) e o Zoológico do CIGS. Só não fomos no zoológico, pois não deu tempo.

Já os passeios ao redor de Manaus são:

  • Passeio pelos rios Negro e Solimões e o encontro das águas formando o Rio Amazonas (1/2dia ou dia inteiro)
  • Cruzeiro pelo Rio Amazonas (3 a 7 dias)
  • Visitar o Arquipélago de Anavilhanas (dia inteiro ou 2 dias)
  • Cachoeiras de Presidente Figueiredo (dia inteiro)
  • Se hospedar nos Hotéis na Selva (2 a 7 dias).

Por causa do curto tempo que tínhamos, só conhecemos o Teatro Amazonas, passamos à noite na movimentada praia de Ponte Negra, fizemos o passeio de barco pelos rios Negro e Solimões, vimos o encontro das águas, e nos hospedamos uma noite num hotel na selva.

Atenção: Os preços da noite nos hotéis na selva são exorbitantes!!!! Muito caro mesmo!!! Algo inacreditável! Eu levei um susto quando vi que não tem para onde correr! Os preços por uma noite variam de R$1.800,00 por pessoa (não é por casal não!!!!) a R$400,00 por pessoa.

Depois de MUITA pesquisa, eu encontrei o hotel da selva com o custo x benefício mais em conta (que continua muito caro!), que foi o Amazon Ecopark – Jungle Lodge. O valor do quarto era de R$250,00 o casal, incluso o café-da-manhã. Mas não se engane… Não gastamos apenas R$250,00, mas acabamos gastando R$400,00 por pessoa, pois tivemos que pagar alimentação, translado e passeios do hotel (falarei mais adiante). Em compensação, o hotel foi excelente! Tinha uma praia fluvial bem na frente, com espreguiçadeiras que caiu como uma luva nos momentos de descanso. E os quartos/chalés eram bem bonitinhos também. Simples, mas bem espaçoso e limpo. .

DIA-A-DIA

Dia 01 (27/03/13 – quarta-feira)

Chegamos as 23h30 em Manaus, o Samuel nos buscou e fomos direto para a casa dele descansar.

 Dia 2 (28/03/13 – quinta-feira)

Para quem vai pensando que Manaus é uma cidade pequena se engana redondamente. Manaus é uma cidade grande e, como a maioria dessas cidades no Brasil, é tumultuada, desorganizada, barulhenta e com tráfego intenso. Fiquei espantada!

Aonde o Samuel morava era uma região nova de Manaus, mais residencial e fazia lembrar aquelas cidades americanas porque era cortada por avenidas e possuía muitos condomínios de casas. Bem diferente do centro da cidade.

Assim que acordamos, fomos conhecer o centro da cidade e paramos no Porto de Manaus para nos informar dos passeios. Chegamos por volta das 10h30 e parecia terreno abandonado. Quase não tinha ninguém. Só tinha uma lanchonete e duas agências de turismo abertas. O Samuel me explicou que este Porto quase não era frequentado, pois só atendia os turistas.

As agências de turismo nos explicaram que os pacotes de dia inteiro saem só as 9h, e que, talvez, haveria um passeio à tarde para o encontro das águas. O agente não tinha certeza, porque ele dependia da quantidade de pessoas que querem fazer o passeio, já que só um casal não é suficiente.

Eu fiquei abismada! Estava eu, no meio de um feriado nacional, numa cidade que eu pensava que era turística (e descobri que não é!), tendo problema de pouca gente para fechar passeio. Muito triste constatar que uma cidade no coração da Amazônia brasileira não tenha investimento e infra-estrutura para desenvolver o seu turismo.

Sem saber o que fazer, resolvemos conhecer o Teatro Amazonas, que fica relativamente perto. O Teatro Amazonas é muito lindo! Ele é super bem conservado, tem muita história e ostenta muita riqueza por dentro e por fora. A sua visitação só pode ser feita através de guia (do próprio teatro ou contratado a parte). Então, chegamos, compramos o ingresso (R$10,00 e R$5,00 para estudante) e tivemos que esperar 30min para a visita guiada.

Teatro Amazonas Teatro Amazonas

Enquanto esperávamos, fomos passear nos arredores do teatro, do lado de fora. A praça que fica bem frente possui um chafariz lindíssimo! Dentro do chafariz têm quatro estátuas, cada uma representando um continente: América, Europa, Ásia e África. Ao lado do Teatro, vimos casinhas tombadas e muito bem conservadas, lembrando a arquitetura portuguesa (cheias de azulejos!). E nos fundos do teatro vimos, para o nosso espanto, um daqueles ônibus turísticos circulares, de dois andares, que passam pelas atrações turísticas da cidade e você ouve a explicação pelo fone de ouvido estacionado. Eu não costumo fazer este tipo de passeio não, mas diante das circunstâncias eu até me animei e fui me informar. Não tinha ninguém no ônibus e tive que entrar no “Tourist Information” que ficava ao lado para ficar sabendo que o ônibus só sai se tiver, ao menos, 6 passageiros e como isso não costuma acontecer ele fica ali, estacionado. Tive que rir para não chorar!

Chafariz Chafariz + Teatro Casas portuguesas

Percebemos que a maioria dos turistas que vão conhecer Manaus são estrangeiros, mais velhos e que costumam ir em grupos com guia. Por isso, os passeios autônomos não fazem muito sucesso na cidade.

Antes de voltar para o Teatro, conhecemos um guia muito simpático (que eu perdi o contato dele) que se ofereceu em nos guiar pelo teatro de graça e depois nos levar ao porto para fazer um passeio de 1/2 dia pelos rios Solimões e o Negro, incluindo almoço, parque das vitória régias e o encontro das águas. Tudo por R$75,00 por pessoa. Achamos justo e aceitamos.

Conhecemos o teatro e toda a sua história e depois corremos para o Porto (fomos de taxi). O grupo que nos buscou no porto foi um grupo que estava fazendo passeio de dia inteiro (de manhã eles tinham mergulhado com os botos) e pegamos, literalmente, o barco andando… 😉

Dentro do Teatro Amazonas Dentro do Teatro Amazonas Dentro do Teatro Amazonas

O passeio foi ótimo! Super recomendo! Durante o passeio, o guia ia pegando as frutas das árvores submersas no rio, fazendo com que ficássemos poucos centímetros do topo da árvore, e nos dava para experimentar. Experimentei cada coisa diferente! Nem sei o nome… Mas era bom! E docinho!

Fomos direto para o restaurante flutuante no rio Solimões. Comida farta, boa, mas um pouco gordurosa (tinha muita fritura). Depois seguimos a pé por uma ponte de madeira em cima d’água que nos levava para o mirante das vitórias régias. Quem apareceu, sem ser convidado, mas muito bem-vindo, foram os macaquinhos! Eram muitos!!! E de todas as idades e tamanhos! Uma graça!

Passeio Macaquinho Passarela de madeira

Passarela de madeira Vitória Régia

Depois visitamos uma família ribeirinha que tinham como bichinhos de estimação uma preguiça e uma cobra! Tomei coragem e segurei a cobra e a preguiça. A preguiça dá vontade de levar para casa!!! Que bichinho mais fofo!!!!!

Cobra Preguiça

Quando voltamos para o barco caiu uma tempestade!!!! Aquelas tempestades bem tropicais que você não vê nem um palmo na sua frente. Isso porque o dia tinha amanhecido com sol. O tempo lá é muito instável, chove e faz sol todos os dias. Confesso que fiquei com medo que acontecesse algum acidente. O piloto do barquinho teve que mudar de rota para ficarmos em rios mais calmos, para não balançar muito o barco. Mas o que importa é que sobrevivemos! rs

Logo depois, a chuva parou e pudemos ir até o encontro das águas. Muito interessante este fenômeno! Isso ocorre por causa da diferença da temperatura (dá para sentir) e da velocidade de cada rio. O rio Solimões é mais pobre em vida, mas, em compensação, não tem mosquitos, já o rio Negro é rico em animais (excelente para pesca), mas tem muito mosquito. A partir desse encontro que se forma o rio Amazonas, o rio mais extenso do mundo.

Encontro das Águas

Voltamos para a cidade por volta das 18h, fomos para casa, nos arrumamos e saímos para jantar com o meu amigo e a namorada. Comemos no Waku Sese Amazônia um prato típico da região: Pirarucu de Casaca. Uma delícia! Vale a pena experimentar!!!!

 Dia 3 (29/03/13 – sexta-feira)

Ás 9h da manhã fomos à Marina Tauá, afastada do centro de Manaus, pegar o translado para ir ao Hotel da Selva (R$40,00 por pessoa), para conhecer mais intensamente a Floresta Amazônica. O dia estava nublado e o translado foi por aqueles barcos grandes e largos, tipicamente fluviais.

Fomos muito bem recepcionados no hotel. Eles recebem os hóspedes dando de cortesia uma bebida doce com frutas típicas da região e um voucher com a lista dos passeios disponíveis e os preços para agendarmos o que tivermos interesse.

 Prezados hóspedes,
Abaixo, a listagem de opcionais de nosso Hotel:
– Almoço ou Jantar = R$ 50,00 por pessoa por refeição
– Passeios
* Caminhada ecológica = R$ 40,00 por pessoa
* Encontro das Águas = R$ 135,00 por pessoa
* Floresta dos Macacos = R$ 45,00 por pessoa
* Visita a casa de caboclos  = R$ 30,00 por pessoa
* Focagem Noturna em canoas = R$ 45,00 por pessoa
* Tour de canoa c/ oportunidade de pescaria = R$ 45,00 por pessoa
* Visita a cidade de Manaus – Consultar com a recepção. Dependerá do número de hóspedes interessados no dia.
* Sobrevivência na Floresta c/ exército – Consultar com a recepção Dependerá do número de hóspedes interessados no dia.
* Nadar com os botos – Consultar tabela:
NUMERO DE PESSOAS                                                                    VALOR
                    01                                                                     R$ 882,00 p/ pessoa
                    02                                                                     R$ 476,00 p/ pessoa
                    03                                                                     R$ 341,00 p/ pessoa
                    04                                                                     R$ 273,00 p/ pessoa
                    05                                                                     R$ 261,00 p/ pessoa
                    06                                                                     R$ 229,00 p/ pessoa
                    07                                                                     R$ 206,00 p/ pessoa
                    08                                                                     R$ 189,00 p/ pessoa 

Nem todos os passeios têm todos os dias. Resolvemos pagar pelo almoço (R$50,00 + bebidas), passeio de focagem noturna (R$45,00) e caminhada ecológica (R$40,00). Jantamos sanduíches no bar do hotel.

Foi tudo ótimo! O atendimento, a comida, a infra-estrutura do hotel e os passeios. Assim que chegamos, passeamos pelo hotel (possui até uma piscina natural na parte interna) e descansamos nas espreguiçadeiras na beira do rio Solimões. O mormaço estava uma delícia e a vista era muito linda com aquela água cor de coca-cola!

Praia fluvial Tucano

O hotel estava cheio e tinham muitas famílias com crianças. O legal é que elas ficavam super livres para passear sozinhas pelo hotel. O ambiente é muito gostoso.

Mais tarde o sol resolveu sair, colocamos a nossa roupa de banho e fomos dar um “tibúm” na água! À noite fizemos a focagem de jacaré e tivemos a sorte de ver alguns e pegar um filhotinho que deveria ter 1 mês de vida.

                              Rio Solimões  Focagem de jacaré

Dia 4 (30/03/13 – sábado)

No dia seguinte, madruguei para ver o nascer do sol! O Nando quase me matou! rs Mas valeu a pena depois! Muito lindo!!!!

Nascer do sol Nascer do sol

Nascer do sol Nascer do sol

Depois tivemos um farto café-da-manhã e fomos fazer a caminhada ecológica. Foi bem interessante! Aprendi coisas da selva bem legais, como um cipó que goteja água doce e potável.

Caminhada Ecológica

Por volta das 11h tivemos que voltar do paraíso. Pegamos o translado (R$40,00), que nos deixou na mesma Marina e a irmã do meu amigo foi nos buscar.

Até hoje eu não sei qual foi o motivo, mas cheguei na casa do meu amigo me sentindo cansada. Tomei banho, fui almoçar e tive que cancelar o passeio de nadar com os botos que tínhamos combinado de boca com o guia que conhecemos no Teatro. Eu não estava bem disposta. Passamos a tarde assistindo filme no quarto com ar condicionado. Que programa mais anti-turista! Eu sei! Mas, naquele momento não queria fazer nada além daquilo. Saímos para jantar (comemos pizza), passeamos pela praia fluvial de Ponta Negra de carro e voltamos para a toca.

Durante a noite eu piorei e passei mal. Muito chato passar mal, principalmente quando se está viajando, e principalmente quando no dia seguinte você está embarcando para começar uma caminhada de 7 dias (Monte Roraima). Para o meu azar, dentro da minha caixinha de primeiros socorros tinham todos os remédios, menos o Dramin para enjôo. Ô Céus!

Depois da terceira visita ao banheiro, a minha anjinha da noite, a mãe do meu amigo, comprou Dramin pra mim e fez chá de camomila que acalmaram a minha barriga e eu pude dormir o resto da noite tranquila.

 Dia 5 (31/03/13 – domingo)

Acordei meia abatida, é claro, mas me sentindo bem. Só comi biscoito de água e sal, chá de camomila e coca-cola o dia todo e melhorei! Fiquei novinha em folha! Ainda encarei o Monte Roraima dias depois!

Naquele dia, pegamos o vôo 12h30 com destino a Boa Vista para continuar a viagem e começar a minha tão querida aventura pelo mágico Roraima!

A viagem para Manaus foi ótima para matar a curiosidade, mas lamento a falta de infra-estrutura da cidade. Apenas os hotéis da selva parecem saber como receber turistas, mas cobram muito caro por isso. Como as coisas estão, eu não recomendo sair de casa para ir apenas a Manaus e voltar, infelizmente.

Quando ir: Na época da cheia que vai de janeiro a julho. Assim, é possível fazer melhor os passeios de barco.

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